A comunicação, que se define como troca de ideias, informações e mensagens, é extremamente importante para as relações sociais e mudanças de comportamento. Um filme que explica bem a dificuldade e questões relacionadas ao código é “O TERMINAL”. Trata-se de filme americano de 2004, dirigido por Steven Spielberg, baseado em um fato real que conta a história de um homem que fica retido por nove meses no aeroporto internacional JKF nos Estados Unidos devido a um golpe de estado no seu país, Krakozhia, enquanto viajava. Para os EUA, ele era um visitante “inaceitável” e não poderia obter o visto para entrar na cidade de Nova York ou mesmo retornar ao seu país de origem, já que seu passaporte tinha perdido a validade. Viktor Navorski, interpretado por Tom Hanks, vai aos Estados Unidos em busca do cumprimento da promessa feita a seu pai, já falecido, para conseguir um autógrafo de um músico de Jazz renomado.Sem dominar o idioma e com muita dificuldade de se comunicar, Viktor começa a perceber a linguagem não verbal, como a sonora (hino de seu país), as cores presentes nos carimbos do aeroporto, placas(contendo palavras, números, figuras, etc) e outras formas de sinalização. Assim, para alcançar uma boa compreensão, o personagem se utiliza de uma linguagem mista, ou seja, além da palavra utiliza-se mímicas, gestos e representações, como é possível observar no momento em que a atendente o informa sobre a cor do formulário necessário para solicitar a revisão do seu caso, gesticula e explana qual o local onde o formulário será encontrado.
É possível identificar claramente os componentes básicos da comunicação na cena em que
Viktor, como emissor, comunica-se com o receptor, um passageiro retido com remédios sem o devido formulário, que entende a mensagem transmitida através de canais como a voz e o olhar, ficando o referente identificado pelos procedimentos para o porte de remédios em viagem, sendo que os dois dominam o mesmo código (o idioma).
A partir desse episódio, Viktor transforma-se num herói graças aos rumores iniciados por um
faxineiro que espalha a história de como Viktor supostamente teria defendido o outro passageiro contra armas; uma imagem gerada em fotocopiadora de sua mão acaba sendo espalhada pelo terminal. Esse fenômeno é uma amostra da “rádio peão” ou “rádio corredor”, que caracteriza exatamente a ascensão desses rumores e sua transformação em fato pelos ouvintes posteriores.
No filme também há formas específicas e distintas de comunicação não verbal, como no
momento em que a atendente vai ao encontro do encarregado pela alimentação e no início ela faz um gesto de cumprimento, “vida longa e próspera”, gesto esse criado numa série de TV (Jornada nas Estrelas), mas que extrapolou as fronteiras originais chegando ao conhecimento e uso de públicos diversificados. O símbolo associou-se ao gesto seguinte de mostrar a aliança, aceitando o pedido de casamento, ou seja, vida longa e próspera para os dois.
Várias falhas de comunicação também são observadas, como por exemplo, a interpretação por parte da aeromoça Amélia vivida por Catherine Zeta-Jones, que distorce as informações apresentadas por Viktor, quanto a sua profissão e a sua residência (sensação de morar em um aeroporto). O filme ainda traz outras formas de comunicação, como merchandising de uma rede de fast food (Burger King) e a propaganda em si, quando os autos falantes do saguão anunciam voos de uma companhia aérea (American Airlines).
Outro fato tem destaque para o aprendizado do código pelo protagonista quando ele utiliza dois guias turísticos com o mesmo conteúdo, um em inglês e o outro no seu idioma natal. Desse momento em diante dá-se o início do entendimento entre ele e os demais. Estabeleceu-se assim a comunicação.
A comunicação é extremamente importante, estando presente em todos os momentos do dia, através da fala, gestos, cores, sons e roupas. Cada expressão é uma forma de comunicar-se. Spielberg, de forma perspicaz, mostrou que sem comunicação nós nos tornamos reféns de nós mesmos. “O Terminal” consegue passar a mensagem de que sem o domínio da linguagem e de suas diversas formas, o homem não consegue se comunicar e se socializar neste mundo globalizado.
É possível identificar claramente os componentes básicos da comunicação na cena em que
Viktor, como emissor, comunica-se com o receptor, um passageiro retido com remédios sem o devido formulário, que entende a mensagem transmitida através de canais como a voz e o olhar, ficando o referente identificado pelos procedimentos para o porte de remédios em viagem, sendo que os dois dominam o mesmo código (o idioma).
A partir desse episódio, Viktor transforma-se num herói graças aos rumores iniciados por um
faxineiro que espalha a história de como Viktor supostamente teria defendido o outro passageiro contra armas; uma imagem gerada em fotocopiadora de sua mão acaba sendo espalhada pelo terminal. Esse fenômeno é uma amostra da “rádio peão” ou “rádio corredor”, que caracteriza exatamente a ascensão desses rumores e sua transformação em fato pelos ouvintes posteriores.
No filme também há formas específicas e distintas de comunicação não verbal, como no
momento em que a atendente vai ao encontro do encarregado pela alimentação e no início ela faz um gesto de cumprimento, “vida longa e próspera”, gesto esse criado numa série de TV (Jornada nas Estrelas), mas que extrapolou as fronteiras originais chegando ao conhecimento e uso de públicos diversificados. O símbolo associou-se ao gesto seguinte de mostrar a aliança, aceitando o pedido de casamento, ou seja, vida longa e próspera para os dois.
Várias falhas de comunicação também são observadas, como por exemplo, a interpretação por parte da aeromoça Amélia vivida por Catherine Zeta-Jones, que distorce as informações apresentadas por Viktor, quanto a sua profissão e a sua residência (sensação de morar em um aeroporto). O filme ainda traz outras formas de comunicação, como merchandising de uma rede de fast food (Burger King) e a propaganda em si, quando os autos falantes do saguão anunciam voos de uma companhia aérea (American Airlines).
Outro fato tem destaque para o aprendizado do código pelo protagonista quando ele utiliza dois guias turísticos com o mesmo conteúdo, um em inglês e o outro no seu idioma natal. Desse momento em diante dá-se o início do entendimento entre ele e os demais. Estabeleceu-se assim a comunicação.
A comunicação é extremamente importante, estando presente em todos os momentos do dia, através da fala, gestos, cores, sons e roupas. Cada expressão é uma forma de comunicar-se. Spielberg, de forma perspicaz, mostrou que sem comunicação nós nos tornamos reféns de nós mesmos. “O Terminal” consegue passar a mensagem de que sem o domínio da linguagem e de suas diversas formas, o homem não consegue se comunicar e se socializar neste mundo globalizado.
Gostei muito do blog, continuem assim. Estou pensando em fazer psicologia...
ResponderExcluir