terça-feira, 31 de maio de 2011
Gerações Tecnológicas
Introdução
O mundo em que vivemos, é torneado de inúmeras divisões e separar cada grupo de pessoas, ainda que somos teoricamente “todos iguais”, é um divisor de águas na estrutura organizacional do Planeta Terra. E de uma certa forma, podemos dizer que para cumprir os objetivos da lei, em que somos tachados de “todos iguais”, as divisões são indispensáveis.
As gerações tecnológicas nada mais são do que essas divisões, através de datas de nascimentos, origem, características, exemplos de um padrão de personalidades e outros requisitos que separam esses grupos de pessoas do mundo em que vivemos.
Baby Boomers
Definimos Baby Boomer, como as crianças que nasceram no período de uma explosão populacional. Vale ressaltar que Baby Boom se traduzido para o português, significa explosão de bebês, o que reafirma a definição anterior. Portanto, quando definimos uma geração como Baby Boomer é primordial definir a que grupo de Baby Boomers ou explosão populacional, estamos nos referindo. De uma forma geral, a definição mais comum dos Baby Boomers, se refere aos filhos da Segunda Guerra Mundial, pois durante a mesma ocorreu a tal explosão populacional.
O impacto sócial e econômico de qualquer evento denominado de "baby boom" é assunto de muita discussão e controvérsia, para aqueles que estudam a demografia socio-econômica pois gera uma alteração visível e complexa na composição da pirâmide etária populacional (as medidas de idade da população), com consequências na organização das cidades, no mercado de trabalho e na população economicamente ativa.
Falando de uma forma mais sucinta, são aqueles que nasceram no final da década de 40, os nascidos entre 1946 e 1964. (sic) Acadêmicos justificam o fato, explicando que o ser humano tem uma característica de aumentar a reprodução quando se sente ameaçado ou em perigo por determinados períodos, que foi o caso da Segunda Grande Guerra. Eles são divididos em dois grupos: os que nasceram de 1946 a 1954 são os primeiros, e os nascidos de 1955 a 1964 são os posteriores.
Utilizando de algumas pesquisas podemos perceber que os pertencentes a essa geração, têm algumas características singulares. São elas: renda mais consolidada, prefere produtos de alta qualidade, prefere qualidade a quantidade, experiências passadas servem de exemplo para consumo futuro, não se influenciam facilmente por outras pessoas, não vê o preço como obstáculo para mirar um desejo e é firme e maduro nas decisões que toma.
Em 1992, Bill Clinton (que nasceu em 1946), tornou-se o primeiro presidente Baby Boomer dos Estados Unidos. Oito anos após, também tivemos o segundo presidente Baby Boomer do país, George W. Bush (nascido também em 1946). (sic) Como hoje não estamos vivendo num mundo exclusivo dos Baby Boomers, pode-se dizer que a geração Baby Boomer, tendo passado sua juventude lutando contra o poder e exigindo mudanças, se tornou a força dominante no cenário político.
Geração X
Os pertencentes a essa geração nasceram, aproximadamente, entre os anos de 1960 e 1980. Sinteticamente são os filhos da Geração Baby Boomers, construída logo após a Segunda Guerra Mundial, e também considerados pais da Geração Y.
Houve tentativas anteriores de se utilizar o termo Geração X, entretanto, a definição que a refere teve início na década de 60 através de um estudo realizado por Jane Deverson. O intuito desse ato era classificar a geração de adolescentes da época, que eram tachados de muito rebeldes para os padrões de vida daquela época. (sic) A literatura cita comportamentos não usuais para a época, como “não acreditar tanto em Deus”, ou fazer sexo antes do casamento.
Eles também têm as suas características de uma forma geral. São elas: buscar a individualidade sem perder o conceito de grupo, escolhe coisas de qualidade, certa ruptura com a geração anterior, maior estima ao ser do sexo oposto, buscam sua liberdade e seus direitos, e tem menor respeito pela família que outras gerações.
O termo que denomina essa geração foi criado pelo fotógrafo da Magnum, Robert Capa, em 1950. Ele usaria mais tarde como título de um ensaio fotográfico sobre homens e mulheres jovens que cresceram imediatamente após a Segunda Guerra Mundial. Escrevendo a sua real intenção, ele disse: “Nós nomeamos esta geração desconhecida como Geração X e, mesmo em nosso primeiro entusiasmo, percebemos que tínhamos algo muito maior do que os nossos talentos e bolsos poderiam lidar”.
Geração Y
É importante citar que, diferente do que é imaginada, essa geração não é uma legião de adolescentes, e sim a um determinado grupo, nascido entre os anos de 1980 e 2000. Basicamente, os filhos da Geração X e netos dos Baby Boomers. Pelo fato de ser uma geração nova de uma certa forma, não há um conceito claro sobre as características desse grupo, tirando o fato que eles nasceram num mundo num processo de transformação de uma gigantesca rede global. (sic) A Internet, emails, redes de relacionamento, recursos digitais, fizeram com que a geração Y fizesse milhares de amigos ao redor do mundo, sem ao menos terem saído da frente de seus computadores. Outra característica associada a essa geração é a mobilidade nos diversos meios de comunicação.
Não há um consenso, entre as pessoas que estudam esse grupo, sobre data de início e de fim, das delimitações de tempo. Alguns delimitam a alguns anos atrás margeando os anos 70, outros dizem que a geração Y se mantém até 2010 e assim vai. Visivelmente, apesar desses pesares, são os novos hábitos voltados à comunicação e os meios de conseguir a informação de uma que essa geração provenha à mudança do milênio.
(sic) A definição foi criada pelo Advertising Age. Uma revista de publicidade e propaganda Norte Americana, que definiu, em 1993, os hábitos de consumo dos adolescentes da época. Como eram denominados filhos dos pertencentes a Geração X, achou-se mais lógico chamar esta nova geração pela próxima letra do Alfabeto.
Geração M
Vivemos na era da informação e essa imagem tem ficado cada dia, mais clara nos últimos anos. Estamos falando de um novo grupo nascido e/ou criada junto com a internet, onde o processo de leitura não tem linearidade. São pessoas, geralmente na faixa de 20 a 30 anos, que se desdobram em várias tarefas, como: conversar com mais de uma pessoa por um mensageiro instantâneo, ouvindo música em algum aparelho, assistindo TV, esperando qualquer tipo de ligação em seu celular (que tem todas essas funções anteriores), tudo isso simultaneamente à tentativa de estudar ou trabalhar
Falando de um modo mais sintético e claro, descrevemos essas diversas ações pra demonstrar a real velocidade do mundo que vivemos. Eles se multiplicam em dois, três ou até mais, para acompanhar o ritmo em que o mundo se encontra, em suma, multiplicam suas atenções. Com inúmeras nomeações a algumas gerações relacionadas as coisas que citamos, que só fazem multiplicar as atenções desses pertencentes, coube de uma forma mais rápida de chamar todos eles de (sic) Geração M (os multiatarefados, os multiconectados, os multiestimulados e os multi-informados)
Concentração e reflexão exigem de cada pessoa um trabalho intelectual, e é essa paciência que a geração M não tem. Essas pessoas absorvem informação de forma mais clara e objetiva, e ressaltando também que esses conteúdos têm a capacidade de se tornarem seletivos. Hoje, existem poucos estudos publicados sobre essa geração. O mais conhecido deles foi realizado pela fundação norte-americana Kaiser Family em 2005. Porém, ainda é precoce afirmar que essa forma de aprendizagem acentuadamente simultânea é realmente eficaz. Muitas pessoas criticam que os jovens de hoje em dia estão cada dia mais entocados em seus mundinhos particulares rodeados por tantas maravilhas tecnológicas. Já espetacular em conhecer e acompanhar o mundo frenético que nos rodeia.
E falamos que é completamente normal, que as gerações mais velhas não consigam acompanhar esse dinamismo ou encarem tudo isso com uma determinada estranheza. (sic) Mas o que no início é visto como “coisa de adolescente” logo acaba fazendo parte do cotidiano de qualquer pessoa.
Conclusão
Já descrevemos o conceito do que são essas “gerações tecnológicas”, importantes no mundo de hoje. Apesar de importantes, não podemos deixar de separar o joio do trigo, vendo os prós e os contras dessas gerações tecnológicas.
Um dos pontos positivos é o fim do preconceito com as pessoas, pois essa separação, caracterizada por idades, e mostradora de alguns tipos de personalidades, que poem fim no “ah, ele não faz isso, é todo atrasado”, ou “ele é avançado demais, não liga para as coisas que realmente importam”.
Reforma Psiquiátrica e seus contextos
Como visto anteriormente, em alguns dos nossos artigos, o surgimento da Reforma Psiquiátrica mudou consideravelmente a forma do paciente ser tratado, passando assim a ser visto com atenção, e com ciência de seus direitos na sociedade. Fatos verídicos acabam mostrando o real resultado da Reforma Psiquiátrica. Antes de tudo, o portador de transtorno mental não é reconhecido apenas por uma relação médica, e sim por um ser que vive, que compreende, que é capaz de interagir. As Residências Terapêuticas, por exemplo, destinadas a esses portadores, vindos de uma longa história de internação, estão sendo capazes de ressocializar essas pessoas, e de reeencontrar sua identidade, o que é um saldo positivo dessa reforma. Concluindo além do visível caráter social, ele tambem se apresenta também como uma melhora nos aspectos organizacionais de todas as instituições médicas que atendem, ou são ligadas diretamente a atender os portadores de distúrbios psicológicos e mentais.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
História da psicologia no Brasil e na Bahia
HISTÓRIA DA PSICOLOGIA NO BRASIL E NA BAHIA.
A preocupação com os fenômenos psicológicos no Brasil data da época da colonização com alguns registros relativos à Filosofia, Moral, Teologia, Medicina, Política, etc. Há conteúdos que remetem a interpretações sobre os modos de agir dos indígenas, sua relação de trabalho e aculturação, a educação dos filhos, a relação das mulheres indígenas com a sua prole, etc.
A psicologia no Brasil teve inicio com a criação das faculdades de medicina do Rio de Janeiro e da Bahia em 1833 porém até o final do século XIX, não havia nenhuma sistematização ou institucionalização do conhecimento psicológico. A psicologia não era incipiente. As associações profissionais e de pesquisa não existiam e o que havia como representação dos pensamentos psicológicos eram pessoas interessadas, curiosos dos temas e das questões sobre o assunto, não existindo assim a profissão de psicologia durante o século XIX. Por tal motivo esse período foi considerado pré-profissional.
O período da profissionalização é então iniciado no século XX, abordando desde a gênese da institucionalização da prática psicológica até a regulamentação da profissão e a criação dos seus dispositivos formais; a partir daí, um novo rumo começou a ser delineado. Nos seus primórdios, a psicologia no Brasil estava restrita às antigas escolas normais, como disciplina integrante dos currículos destinados à formação de docentes para as escolas de ensino primário, como eram chamadas as atuais escolas de ensino fundamental.
A psicologia foi considerada como ciência somente há cerca de 100 anos, tendo, a sua regulamentação como profissão no Brasil, sido concretizada em 27 de agosto de 1962 perante a LEI: 4.119 que dispõe sobre os cursos de formação em psicologia e regulamenta a profissão de psicólogo.
Com a vinda do golpe militar de 1964 e com a instalação de seu regime repressivo, a perspectiva da psicologia e as suas conquistas foram reprimidas. O currículo do curso sofreu várias mudanças pelo Ministro da Educação.
Da inauguração dos laboratórios de psicologia experimental na educação em 1912, fundado por Clemente Quaglio, na Escola Normal em São Paulo , até a criação do código de ética profissional em 1975, a psicologia passa a estar organizada e estabelecida e a ter um conhecimento próprio tornando-se detentora de um determinado mercado de trabalho, ainda que compreendido entre a medicina e a educação.
Na Bahia, a pioneira e incansável psicóloga Mercedes Cunha Chaves de Carvalho, Mestre em Educação e Doutora pela Universidade de São Paulo, foi a co-fundadora do Conselho Regional de Psicologia da Bahia, tendo sido professora da Universidade Federal da Bahia e responsável pela implantação de cursos na Universidade Federal de Sergipe e da Faculdade Ruy Barbosa em Salvador.
Desde 1955 Mercedes Cunha Chaves de Carvalho vinha se interessando por Psicologia através do professor João Inácio de Mendonça, por quem tinha grande admiração, e decidiu fazer um curso de Filosofia, pois, junto com o de Pedagogia e às vezes o de Direito, eram os únicos cursos que mantinham a disciplina de psicologia na sua grade curricular. Foi aluna de Caio Faminio Silva de Carvalho, um dos pioneiros da Psicologia na Bahia.
João de Mendonça percebeu que era necessário formar um curso de psicologia de fato, pois muitos outros profissionais estavam se colocando no papel de psicólogos, psicanalistas, terapeutas, sem estarem verdadeiramente aptos para isso, assim como algumas professoras primárias aplicavam certos tipos de testes nos alunos sem sequer terem um treinamento adequado. Por esse motivo João de Mendonça passou a se reunir com profissionais de todo o Brasil, constituindo assim uma comissão, que lutava pela criação e regulamentação da profissão de psicólogo.
A resistência dos médicos era muito grande, pois, como dito anteriormente, eles eram os terapeutas, os detentores da sabedoria, e seria tirado deles também mais um campo de trabalho.
Somente em 1962, apenas 10 anos depois de formada essa comissão, é que a profissão de psicologia foi regulamentada, no entanto a Bahia foi um dos últimos estados a ter este curso, efetuando seu primeiro vestibular em 1968.
Em 1975 a profissão de psicólogo passou a estar organizada e estabelecida, com formação referente a três grandes áreas como: Clínica, Escolar e Organizacional. Na atualidade existe um leque de possibilidades de atuação profissional como: Psicologia hospitalar, a criminal, a jurídica, a forense, a institucional, a social, a esportiva, a de saúde pública entre outras.
Atualmente o curso de psicologia tem se expandido e diversas faculdades o adotaram. A Psicologia é a ciência que estuda os “diversos homens” concebidos pelo conjunto social. Assim a Psicologia se caracteriza por uma diversidade de objetos de estudo e Ana Bock e col. (1999) chegam a postular que no momento não existe uma psicologia, mas ciências psicológicas embrionárias e em desenvolvimento.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
A evolução histórica da reflexão sobre a condição humana
quinta-feira, 5 de maio de 2011
O Nome da Rosa
Ficha Técnica
O Nome da Rosa
País/Ano de produção: ALEMANHA, 1986.
Duração/Gênero: 130 min., Ficção.
Direção de Jean-Jacques Annaud Elenco: Sean Connery, Christian Slater, Helmut Qualtinger, Elya Baskin
“O Nome da Rosa” transcorre no início do século XIV em um mosteiro Beneditino italiano; o filme começa com a chegada do monge franciscano William e do seu aluno, o noviço Adson. William foi enviado para investigar várias mortes que estavam ocorrendo no mosteiro.
A primeira morte foi do iluminador Adelmo, que aparece despedaçado numa muralha; a segunda foi a do monge Venâncio, encontrado morto dentro de um tonel; a terceira foi a do monge Berengário encontrado morto dentro de uma banheira com água; a quarta foi o monge Severino, que é encontrado morto com o crânio esfacelado; o quinto foi o bibliotecário Malaquias que cai morto com os dedos e língua roxos no momento em que recitava os salmos na igreja; o último morto foi o monge Jorge que era cego e morreu no incêndio que consumiu a biblioteca do mosteiro.
Na biblioteca, além dos habituais livros, eram guardados pergaminhos e textos científicos, dentre eles estava um livro cuja autoria era do filosofo grego Aristóteles e enaltecia o riso, o que ofendia a fé da igreja católica, pois essa pregava que a comédia era uma forma de fazer com que as pessoas perdessem o temor a Deus. Por esse motivo este livro tinha o acesso restrito. William descobriu que o livro fora escrito com tinta envenenada e todos os que morreram tiveram acesso a ele.
O Nome da Rosa também fala da pobreza que existia naquela região. A única mulher existente, para conseguir alimentos, se prostituía. Adson, em uma de suas buscas pelo mistério, conheceu a pobre moça da região, com quem se deitou por uma única vez. No final da História, Adson relata sobre o seu relacionamento e paixão que sentiu por aquela mulher cujo nome nem sequer sabia.
O filme se passa no final da Idade Média, já em decadência, e início do pensamento do período Renascentista, onde houve um movimento cultural de muitas mudanças e questionamentos a tudo e também ao dogmatismo da igreja católica, que encarava o conhecimento como potencialmente perigoso. A expressão “o nome da rosa” foi usada na Idade média significando o infinito poder das palavras. A rosa que dá nome ao filme significava a antiga biblioteca do mosteiro beneditino na qual estavam guardados, em grande número, códigos preciosos, parte importante da sabedoria grega e latina que monges
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Nós que aqui estamos por vós esperamos
Nós que aqui estamos por vós esperamos, documentário brasileiro de 1988 foi produzido por Marcelo Masagão. Considerando o título do filme, pode se concluir que ele é auto-descritivo. É uma retrospectiva de diversos fatos, que expõe a banalização da morte e consequentemente a banalização da vida. Pode se observar isso em diversos trechos do filme, como por exemplo em:
"Em uma guerra não se mata milhares de pessoas.Mata-se alguém que não gosta de espaguete, outro que é gay..."
Uma acumulação de pequenas memórias. É uma cronoligia dos principais acontecimentos que marcaram e mudaram o século XX, citando esses personagens históricos e até mesmo homens como nós, ainda que anonimamente fazendo história. Retratam de um modo humanista, os sonhos, ideais e o cotidiano do homem de diversas épocas, simultaneamente a inúmeras tragédias, guerras, desenvolvimento tecnológico e movimentos sociais (como a revolução feminina, por exemplo. De uma forma suscimta dá uma volta no tempo e no mundo, contextualizando o século XX de uma forma histórica, política, econômica e cultural.
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